A caligrafia chinesa

Shu fá - Caligrafia chinesa
A primeira impressão que dá, quando se inicia o estudo dos ideogramas chineses, é a de que esta se trata de uma escrita muito difícil de ser assimilada, mas à medida que entendemos os fundamentos básicos da formação de um caractere, é notada a simplicidade de compreensão e o interesse aumenta gradualmente.
A caligrafia chinesa é como uma rara e exótica flor na história de civilização e é uma preciosidade sem igual na cultura Oriental.
Graficamente, é comparada a pintura em sua habilidade para evocar emoção através de uma rica variedade de forma e desenho. Como arte abstrata, exibe o rítmico e harmonioso fluxo da música.
A milenar escrita chinesa
E de um ponto de vista prático, é um idioma escrito.Escrever é uma representação tangível do idioma falado. A composição dos caracteres chineses pode ser dividida em seis categorias:
(1) hsiang hsing básico, i.e. uma representação pictórica direta;
(2) chih shih, representações simbólicas de idéias abstratas;
(3) hui yi, uma combinação de elementos pictóricos concretos com representações simbólicas de idéias abstratas;
(4) hsing sheng, uma combinação de elementos fonéticos e pictóricos;
(5) chia chieh, um caractere emprestado puramente por seu valor fonético para representar um homofone sem conexão ou quase-homofone, e;
(6) chuan chu, um caractere que assumiu um novo significado que não está relacionado em significado à nova palavra nova que representa. Estes métodos de composição de caracteres chineses são chamados de Liu Shu, ou “Os Seis Métodos de Escrita”.

A lei do pincel

Com os “quatro tesouros do estudo” (wen fang szu pao), isto é, canetas de escova, varas de tinta, papel e placas de tinta como ferramentas e pelo meio das linhas, os calígrafos da China têm desenvolvido durante séculos incontáveis diferentes estilos caligráficos.
Este excesso de estilos pode, porém, ser agrupado em cinco categorias básicas: Chuan Shu, Escrita de Selo; Li Shu, Escrita Oficial; Kai Shu, Escrita Normal; Xing Shu, Escrita Corrente, e Tsao Shu que literalmente quer dizer Escrita de Grama mas normalmente se refere a Escrita de Mão.
escrita de selo - carimbo chinês
A caligrafia chinesa não só é uma ferramenta prática para viver o dia-a-dia; ela compreende, junto com a tradicional pintura chinesa, a mais importante corrente de arte da história da China. Todos os tipos de pessoas, de imperadores a camponeses, têm avidamente colecionado trabalhos de boa caligrafia.
E os trabalhos caligráficos não são feitos em rolos de papel ou emoldurados para se manterem em um quarto ou em estudo; são encontrados em todos os lugares que você olha: em placas de lojas e edifícios comerciais e governamentais, em monumentos e em inscrições de pedra. Todos estes exemplos de caligrafia chinesa possuem supremo valor artístico. Hoje, como no passado, calígrafos são freqüentemente literati como também artistas.
Caractere Loong "Lüng" - Dragão
Seus trabalhos caligráficos podem incluir representações de seus próprios poemas, músicas, versos ou cartas; ou de seus mestres famosos. (A caligrafia pode trazer benefícios físicos e espirituais para o praticante e pode treinar a pessoa em disciplina, paciência, e persistência.
Como resultado, muitos dos calígrafos da história da China tiveram vidas ricas e viveram por muito tempo).
Estilo cursivo

 

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O ENSINAMENTO ZEN DE BODHIDHARMA

Damo
Patriarca Bodidarma, vindo do oeste até a China, ensinar o Shaolin

ESBOÇO DA PRÁTICA

Muitas estradas levam ao caminho (1), mas basicamente há apenas duas: prática e razão. Entrar pela razão significa perceber a essência através de ensinamentos e acreditar que todos seres vivos compartilham a mesma natureza verdadeira, a qual é dissimulada pela sensação e ilusão. Aqueles que saem da ilusão para a realidade, os que meditam defronte à parede (2) a ausência de dualismo, a unidade de mortalidade e sabedoria, e que permanecem impassíveis mesmo perante as escrituras estão em concordância completa e óbvia com a razão. Sem se moverem, sem esforços, eles entram, dizemos, pela razão.

O encontro de mestre Darma com Chineses

O encontro de mestre Darma com Chineses

Entrar pela prática refere-se as quatro práticas (3) levadas em consideração: sofrer injustiça, adaptar-se às condições, nada buscar e praticar o Dharma.

Primeiramente, sofrer injustiça. Quando aqueles que buscam o caminho encontram adversidades deveriam pensar: “por incontáveis eras eu tenho dedicado-me ao trivial em detrimento do essencial e vagueado em todo tipo de existência, raivoso sem motivo e culpado de inúmeras transgressões. Agora, embora eu não cometa erros, sou punido pelo meu passado. Nem os deuses nem os homens podem antever quando uma má ação frutificará. Aceito isso de coração aberto e sem reclamação.” Dizem os sutras: “Quando você encontra adversidade não se exaspere, ela é justa”. Com tal entendimento você está em harmonia com a razão.

Damo Dong - caverna de Bodidarma

Damo Dong - caverna de Bodidarma

E sofrendo injustiça você entra no caminho. Em segundo, adaptando-se às condições. Como mortais, somos regidos por condições e não por nós mesmos. Todo sofrimento e toda alegria que experimentamos depende de condições. Se devêssemos ser agraciados por algum grande prêmio, tal como fama ou fortuna, é o fruto da semente plantada por nós no passado. Quando mudam as condições, isso cessa. Por que me deliciar com esta existência? Mas, enquanto o sucesso e o insucesso dependem de condições, a mente não cresce nem diminui. Aqueles que permanecem impassíveis perante os ventos da alegria silenciosamente seguem o Caminho.

Em terceiro, nada buscar. As pessoas estão iludidas. Estão sempre ansiando por algo –sempre, por assim dizer, buscando. Mas os sábios despertam. Eles escolhem a razão em vez dos hábitos. Eles fixam suas mentes no sublime e deixam seus corpos mudarem com as estações. Todos os fenômenos são vazios. Eles nada contêm que valha desejar. A Calamidade alterna-se com a Prosperidade (4). Habitar nos três reinos (5) é habitar numa casaem chamas. Terum corpo é sofrer. Alguém com um corpo conhece a paz? Aqueles que compreendem isso desapegam-se de todas as coisas existentes e param de imaginar ou buscar algo. Os sutras dizem: “Buscar é sofrer. Nada buscar é encontrar a satisfação”. Quando você nada busca, você está no Caminho.

Em quarto, praticar o Dharma (6). O Dharma é a afirmação de que todas as naturezas são puras. Através dessa verdade, todas aparências são vazias. Decadência e apego, sujeito e objeto não existem. Os sutras dizem: “O Dharma não inclui seres, pois o Dharma está livre da impureza do eu.” Aqueles que são sábios o suficiente para acreditar e entender esta verdade estão ligados à prática de acordo com o Dharma. E uma vez que isso é real, incluindo que nada vale a pena invejar, eles dão seus corpos, vidas e propriedades em caridade, sem lamentar e sem a vaidade do doador, do presente ou do presenteado. E, para eliminar impurezas, eles ensinam, mas sem apegarem-se à forma. Assim, através de sua própria prática, eles são capazes de ajudar pessoas e glorificar o Caminho da Iluminação. E, assim como a caridade, eles também praticam as outras virtudes. Mas enquanto praticam as seis virtudes (7) para eliminar a ilusão, eles nada praticam. Isso é conhecido por “praticar o Dharma”.

 

Demônio de olhos azuis

Demônio de olhos azuis

Glossário e notas

1. Caminho. Quando o budismo foi para a China, a palavra tao era usada para traduzir Dharma e Bodhi. A causa parcial era que o budismo era visto como uma versão estrangeira do taoismo. Em seu “Sermão do Ciclo da Vida”, Bodhidharma diz: “O Caminho é zen”.

2. Parede. Depois de chegar à China, Bodhidharma passou nove anos em meditação em frente à parede de uma caverna próxima ao Templo de Shaolin. A parede de vazio de Bodhidharma liga todos os opostos, incluindo eu e o outro, mortal e sábio.

3. Quatro práticas. São uma variação das quatro nobres verdades: toda existência é marcada por sofrimento; o sofrimento tem uma causa; a causa pode terminar; e o caminho para terminá-la é o óctuplo caminho da visão correta, pensamento correto, fala correta, ação correta, modo de vida correto, devoção correta, atenção correta e zen correto.

4. Calamidade e Prosperidade. Duas deusas, responsáveis por má e boa sorte, respectivamente. Elas aparecem no capítulo doze do Sutra do Nirvana.

5. Três reinos. O equivalente psicológico budista do mundo cosmológico triplo bramânico de bhur, bhuvah e svar, ou terra, atmosfera e céu. O mundo triplo budista inclui kamadhatu, ou o reino do desejo – os infernos, os quatro continentes do mundo humano e animal, e os seis paraísos do prazer; rupadhatu, ou o reino da forma – os quatro paraísos da meditação; e arupadhatu, imateriais. Juntos, os três reinos constituem os limites da existência. No capítulo três do Sutra do Lótus os três reinos são representados como uma casa em chamas.

6. Dharma. A palavra sânscrita Dharma vem de dhri, que significa pegar, e refere-se a qualquer coisa que precisa ser “pegue” para ser real, tanto num sentido provisório como derradeiro. Portanto, a palavra pode significar coisa, ensinamento ou realidade.

7. Seis virtudes. Os paramitas, ou meios de transporte para a outra margem: caridade, moralidade, paciência, devoção, meditação, e sabedoria. Todos os seis devem ser praticados com desapego dos conceitos de atuante, ação e beneficiário.

 

História de Bodidarma

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A essência do Wushu Chinês

armas chinesas

Arsenal da escola Lohan

Considerado na atualidade como um esporte nacional, o Wushu é uma manifestação da herança cultural da tradicional cultura milenar chinesa, que foi enriquecido através dos séculos. Com seus movimentos elegantes, efetividade em combate e efeitos curativos, o wushu exerce grande atração sobre um grande número de pessoas.

Sua origem remonta a tempos pré-históricos, quando nossos antepassados usavam técnicas rudimentares de combate desarmado e instrumentos de pedra, madeira e ossos, que lhes serviam de armas contra o ataque de feras e em guerras tribais. A experiência adquirida em tais combates os ensinou a perceber que para vencer o inimigo, não bastavam armas melhores ou superioridade numérica, mas era necessário melhorar suas habilidades de combate mediante um duro treinamento nos tempos de paz.

boxe chines

A prática do combate real

A teoria do Wushu é baseada nas clássicas filosofias da China, enquanto as técnicas consistiam em várias formas de luta armada e desarmada.

 

Você sabia que

…os monges de Shaolin negavam-se a  praticar o Wushu por considera-lo violento, contudo, mais tarde por motivos de sobrevivência tornaram-se grandes lutadores?

 …os exames de promoção de patentes no exército da antiga China era medido pelo grau em Wushu que os oficiais podiam ter, e que esse grau era aperfeiçoado em constantes campeonatos realizados pelo Imperador?

 

O Significado de Wushu

Wushu significa literalmente “Arte da guerra” ou “Arte Marcial”. O caractere “Wu” significa guerra ou marcial (a palavra marcial é um conceito ocidental e vem do deus da guerra  Marte da cultura Grega). O caractere Shu Significa “arte”.

Outra maneira de designar as artes marciais chinesas são os termos “Wu Gong” que significa “Trabalho Marcial” ou “Kuo Shu” que significa “Arte nacional”.

O termo mais popular “Kung Fu” ou “Gung Fu” é relativamente novo e surgiu no final do século passado e significa “Trabalho Árduo”, ou Literalmente “Homem Suado”. Tal termo foi usado pelos operários chineses que trabalhavam nas estradas de ferro nos Estados Unidos e não sabiam com traduzir a palavra Wushu para os americanos. No entanto na antigüidade o Wushu era chamado de “Quan Fa”, ou seja,  “Técnicas de Boxe”.

 

Sifu Luis Mello

 

 

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Vida Kung Fu – O novo vlog do Lohan

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Entrevista para a revista ÉPOCA!

Kung Fu Shaolin e o vegetarianismo!

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