Criadas para a autodefesa, as artes marciais têm origem na pré-história

Mestre de Kung Fu conta como surgiram diferentes tipos de lutas

Segundo registros históricos, a origem da expressão “arte marcial” vem da cultura ocidental. O termo refere-se, mais especificamente, às habilidades de guerrear e de lutar ensinadas ao homem por Marte, deus greco-romano da guerra. Surge a partir daí o nome marcial. Já a palavra arte vem do latim ars, e significa técnica, sendo compreendida também no mundo antigo como qualquer atividade humana ligada a manifestações de estética e de comunicação. De modo geral, as artes marciais, ou militares, como também são conhecidas, abrangem as práticas utilizadas por exércitos em casos de confronto direto homem a homem.

Mas ao contrário do que muitos possam imaginar, o objetivo primário das artes marciais é a defesa, e jamais o ataque. “Quando nos referimos às artes marciais, tais como Tae Kwon Do, Kung Fu, Caratê, Sumô e Muay Thai, por exemplo, elas são conhecidas no oriente pelo termo Wushu. Os antigos chineses quando diziam entrar em guerra afirmavam ‘levantar armas contra’. Portanto, ‘Wu’ significa parar a guerra, e ‘Wushu’ a arte de parar a guerra, conter, ou dominar a guerra”, explica o mestre de Kung Fu Luis Mello, fundador do Instituto Lohan, centro que ensina artes marciais, localizado em São Paulo.

Conforme ele conta, as origens mais remotas da arte marcial são da pré-história, quando o homem primitivo, de uso de um pedaço de pau, pedra, ou osso, golpeou seu semelhante, ou mesmo animais selvagens, em situações de combate. Tais técnicas foram se aperfeiçoando gradativamente e transmitidas às gerações posteriores. “Todos os sistemas de combate primitivos que surgiram na pré-história floresceram, praticamente, em todas as partes do mundo. Métodos mais eficazes de eliminar o inimigo foram criados, estudados, aperfeiçoados e ensinados durante toda a história da humanidade. O combate armado e desarmado era um costume tradicional de todas as culturas antigas orientais e ocidentais”, ensina Luis.

Ele ressalta que o conceito de arte marcial conhecido hoje não surgiu na Grécia, ou na Roma antiga. Tem suas raízes encontradas na Mesopotâmia. “As invasões dos povos arianos (oriundos da Ásia Central) culminaram na conquista de praticamente todo o Mundo Clássico, desde a Irlanda até a Índia, do Egito às tundras da Rússia. A tradição guerreira dos arianos se mesclou à tradição do Yoga Hindu, incluindo as técnicas transcendentais de respiração, meditação, visualização e concentração”, conta o mestre.

Luis detaca que tais métodos evoluíram e se transformaram no Budismo, sendo que as tradições guerreiras tornaram-se meios de cultivo da mente e do espírito. “Quando o Budismo foi exportado para a China, esse caminho se fundiu às culturas de meditação, ética, medicina, filosofia e educação, como o Taoísmo, Confucionismo, Medicina chinesa, além das artes de combate chinesas denominadas Wushu. As artes marciais modernas, como as que conhecemos hoje, provêm desse conceito mesclado de cultura, artes de combate e medicina”, explica.

Já nos tempos modernos, as artes marciais saíram do campo de batalha e migraram para as competições esportivas. Como modalidade olímpica, Luis destaca que a primeira luta a ser disputada em uma Olimpíada foi a Luta Olímpica, conhecida também como Greco-Romana. “Depois veio o Boxe, que também surgiu na Grécia antiga; o Judô, que seria o resumo das artes marciais japonesas; o Tae Kwon Do, luta dos samurais voadores da Coreia; e, finalmente, em 2020, está prevista a entreda do Wushu chinês, popularmente conhecido como Kung Fu”, aponta.

O mestre Luis ressalta que não é possível determinar com exatidão qual foi a primeira arte marcial criada pelo homem, já que existem várias em todo o mundo, incluindo as criadas pelos africanos, astecas, incas, russos, árabes, persas, gregos, chineses, indianos, filipinos, tibetanos, siameses e índios brasileiros, lista o mestre. Luis lembra que todos esses povos desenvolvem, até hoje, artes de combate, porém, as mais antigas artes marciais que se têm relatos na história provém da Índia e da China.

“Na Índia, há o antigo Kalaripayattu, arte marcial que tem de seis a oito mil anos de existência. Já na China, temos o Kung Fu, que é pai de todas as artes marciais mais famosas conhecidas por nós na atualidade, como o Judô, Jiu-Jitsu, Caratê, Sumô, Muay Thai, Pencak Silat, Kali e Kendo. O Kung Fu talvez seja uma das mais antigas artes marciais, tendo de cinco a sete mil anos de existência, e com certeza é a mais praticada no mundo”, lembra.

Para quem não conhece, o Kung Fu é uma arte marcial baseada na cultural chinesa, fundamental, segundo Luis, no Taoísmo, Budismo, Confucionismo, literatura, medicina chinesa e nas artes em geral. Foi criado na origem da sociedade chinesa com o objetivo de promover a autodefesa. Mais tarde, foi aperfeiçoado como exercício terapêutico, evoluindo também para a prática filosófica e de desenvolvimento humano, culminando no Kung Fu que conhecemos hoje.

A respiração nas artes marciais é algo muito valorizado na prática do Kung Fu. “A técnica de respiração no Kung Fu se denomina Chi Kung, ou Qi Gong, e é um termo de origem chinesa que se refere ao trabalho, ou exercício, de cultivo da energia. Esses exercícios têm a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação de Chi (energia vital) no corpo. Vivemos como respiramos”, conclui Luis, destacando que para ser um mestre de Kung Fu é preciso, pelo menos, dez anos de prática.

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